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Apuração oficial do TSE · em tempo real
Projeção do resultado final
Tendência e risco
Onde está o que falta · UFs por eleitorado ainda não apurado
Comparecimento e mudança de voto · 1º × 2º turno
Totais projetados
Por região · clique para abrir as UFs
Evolução da projeção, da tendência e da faixa de risco
Como a projeção é feita
Estimador de razão estratificado por UF e por capital × interior. Cada UF é dividida em dois estratos: a capital (arquivo do município no TSE) e o interior (a UF menos a capital). O exterior e o DF ficam como estrato único. As seções já totalizadas de cada estrato são usadas como amostra do restante do mesmo estrato.
- Em cada estrato, a taxa de cada candidato é calculada como os votos apurados divididos pelos eleitores aptos das seções já totalizadas. Essa taxa já embute o comparecimento e a preferência.
- Essa taxa é multiplicada pelo eleitorado total do estrato:
V̂k,uf = vk,uf × Euf / euf
v = votos apurados do candidato k · e = eleitores das seções totalizadas · E = eleitorado da UF. - Região e Brasil são a soma das UFs. O percentual é o voto projetado do candidato dividido pelo total de válidos projetados. Brancos, nulos e abstenção são projetados do mesmo jeito.
- Estrato ainda sem seção totalizada herda a taxa dos estratos do mesmo tipo na região (capital sem dado usa as outras capitais da região; interior, os outros interiores). UF sem nada herda a da região.
- A capital só é baixada quando o arquivo da UF muda, para os dois virem da mesma rodada do TSE. Se a subtração não fecha (algum número negativo), a UF volta a ser um estrato único naquele momento.
Por que a projeção difere do apurado. O percentual apurado do TSE soma estados que estão em ritmos diferentes. Se o Nordeste já contou 30% e o Sudeste 3%, o apurado pesa o Nordeste demais. A projeção devolve a cada estrato o seu peso no eleitorado. O mesmo vale dentro da UF: se a capital já contou 40% e o interior 10%, o apurado da UF pesa a capital demais, e a projeção corrige isso. Dentro de um estrato, o percentual projetado é igual ao apurado.
A hipótese que pode falhar. O modelo supõe que, dentro de cada UF, o que falta apurar vota como o que já foi apurado. Isso falha quando a ordem de apuração não é aleatória, por exemplo quando a capital entra antes do interior. Esse erro é um viés, não ruído de amostra: uma margem de amostragem comum sairia estreita e daria precisão falsa. Por isso a página mede o viés de ordem durante a apuração e usa essa medida em três cálculos:
- Cenário tendência. O servidor guarda cada atualização de cada capital e de cada interior. Para cada um desses estratos, separa os votos que entraram nos últimos 30 minutos (a janela se alarga se o estrato ficou parado) e supõe que o que falta vota como eles, e não como a média do que já foi contado. A diferença entre os dois é o viés de ordem que sobra depois de separar capital e interior. Estrato que ainda não tem atualizações suficientes fica na projeção base. DF e exterior usam a UF inteira. A média ponderada dessas diferenças aparece no cartão do cenário e calibra a faixa de risco.
- Teste de estresse. Quantos pontos o que falta precisaria se deslocar, a mais do que a projeção supõe, para empatar o resultado: no país todo, em cada região sozinha e em cada UF sozinha. É aritmética sobre o tamanho do que falta, sem hipótese de distribuição.
- Faixa de risco. 4.000 simulações. Em cada uma, o que falta em cada UF vota como o apurado mais três erros sorteados: um nacional, um da região e um da UF. O desvio de cada erro sai do viés de ordem medido hoje (a dispersão, ponderada pelo eleitorado, entre o que entrou na janela e o que já estava contado, com piso de 1,5 e teto de 8 pontos). O erro da UF diminui com a raiz do que falta apurar e é 1,5 vez maior em UF com menos de 5% apurado, onde as primeiras seções costumam ser as menos representativas. A faixa mostra 80% das simulações e a chance é a fração em que o líder vence. Ela é tão boa quanto essa calibração: se a ordem de apuração mudar de padrão (por exemplo, a capital de SP entrando toda de uma vez), a faixa vai se mexer.
Dois sinais para acompanhar: se a linha cheia e a tracejada do gráfico estiverem juntas e paradas enquanto a apuração avança, a hipótese está se sustentando. Se elas se separam ou andam numa direção, o que está entrando é diferente do que já entrou.